Durante a gestação, especialmente no terceiro trimestre, ocorre a transferência de anticorpos maternos pela placenta para o feto, mecanismo essencial para a proteção do recém-nascido após o nascimento10. Esses anticorpos oferecem proteção temporária nos primeiros meses de vida, contribuindo para reduzir o risco de infecções e de formas potencialmente graves de doenças até que o bebê possa iniciar sua própria imunização 9,10.
As vacinas inativadas e outras plataformas não replicantes recomendadas durante a gestação são consideradas seguras e têm como objetivo estimular a resposta imunológica materna, permitindo a transferência de anticorpos ao feto por via transplacentária. Já as vacinas produzidas a partir de toxoides também promovem a formação de anticorpos contra toxinas bacterianas, igualmente transferidos ao feto, contribuindo para sua proteção nos primeiros meses de vida 10. A imunização materna não substitui as vacinas da infância, mas atua como uma ponte de proteção, especialmente nos primeiros meses de vida, quando o sistema imunológico do bebê ainda está em amadurecimento 9,10.